domingo, 7 de março de 2010

O Misterioso Livro



O Misterioso Livro

Num dia chuvoso de Inverno, os gémeos João e Filipa decidiram fazer uma surpresa aos avós. Era sempre uma alegria visitar os avós porque a casa onde viviam, tão antiga e misteriosa, escondia muitos segredos. Parecia que cada parede da casa tinha um mistério por desvendar.
Assim que chegaram à pequena aldeia onde os avós viviam, correram para a porta mas, em vez da sorridente avó Rosa, foram recebidos pela Antonieta, a rabugenta e enigmática empregada da casa.
- Boa tarde! O que desejam, suas pestes?
- Boa tarde, Antonieta! Nós vimos visitar o avô e a avó – respondeu Filipa.
- Eles foram à vila tratar de uns assuntos – disse a carrancuda Antonieta, enrolando uma das suas madeixas ruivas que se tinha soltado.
- Sim? Nesse caso, nós esperamos por eles – interveio João.
- Entrem lá, então! Sentem-se no sofá da sala grande mas façam pouco barulho porque a Dona Arminda está a descansar. (D. Arminda era uma velha amiga da avó Rosa que tinha ficado sem casa, por causa das finanças e os avós decidiram dar-lhe abrigo.)
Os meninos entraram para a sala e sentaram-se. Repararam logo no enorme livro verde que estava em cima da mesa de café. Era um livro muito antigo, com um aloquete enferrujado. João, como era muito curioso, começou a virar e a revirar aquele livro estranho, até que caiu uma folha.
- Já estragaste o livro!
- Eu…? Não estraguei nada! Esta folha simplesmente caiu…
- Deixa ver…!
Os dois meninos, surpreendidos, leram em uníssono: “O mistério será desvendado quando o segredo for revelado.”
Nesse momento, os avós chegaram a casa e, com o susto, os netos deixaram cair a folha, que passou entre as calhas da madeira. João e Filipa entreolharam-se. Por baixo da sala encontrava-se a cave que todos achavam assombrada.
Depois, João teve a infeliz ideia de investigar a cave, durante a noite, enquanto os avós estivessem a dormir.
E assim fizeram. As suas lanternas iluminaram aos poucos as escadas escuras. Quando reencontraram a folha que havia caído do livro, algo incrível aconteceu:
- Filipa, olha! – gritou João.
A rapariga não podia acreditar no que os seus olhos viam: a folha estava a voar sozinha e ia, direitinha, ao encontro de uma parede que começou a iluminar-se. Surgiu, então, um pequeno texto que indicava a localização de uma caixa fechada por um grande aloquete idêntico ao do livro.
- Como vamos abri-la? – perguntou Filipa.
            João reparou que num buraco do chão estava uma chave. Com ela abriram a caixa e, lá dentro, estava uma outra folha parecida com a que caiu do livro, mas nesta dizia: “A próxima pista está no ponto mais alto da casa”. João pensou logo que o misterioso enigma estaria no sótão e os gémeos dirigiram-se para lá imediatamente. No caminho ouviram um ruído vindo da cozinha. Desligaram as lanternas, cheios de medo, e avistaram a rabugenta empregada que subia para o quarto. Passado o perigo, retomaram o caminho.
Já no sótão, encontraram uma folha pousada na velha mesa que estava a “cair de podre”. Descobriram que se tratava do documento de retirada da casa à D. Arminda. Ainda no sótão, viram a janela branca aberta e saltaram para o telhado, porque tinham avistado uma folha espetada no cata-vento. Leram: “A próxima pista encontra-se no quarto que tem uns símbolos gravados na maçaneta da porta.”
Os gémeos desceram para o andar de baixo. Depois de muito procurarem, descobriram a maçaneta…
- Oh, não! O quarto da rabugenta! – exclamou horrorizado o João.
- Como é que vamos entrar aqui? Dizem que ela dorme com um olho aberto e outro fechado…
 Ao olhar para a maçaneta, Filipa lembrou-se das suas aulas de Galego.
- Olha, João, estas palavras são galegas! Dizem: “Roda a maçaneta da porta trez… treze vezes e poderás entrar sem ninguém notar.”
- Treze?!
- Espera aí! Confundo sempre o três com o treze! Deve ser três. Vamos!
- Sim, temos que acabar com este mistério!
Ao entrar no quarto, pareceu-lhes ouvir passos e esconderam-se dentro do guarda-roupa, com a porta entreaberta.
 D. Antonieta abriu as portas de rompante mas, por magia, João e Filipa tornaram-se invisíveis. Assustados com o que se estava a passar e, ao mesmo tempo, surpreendidos por não terem sido vistos, ficaram ainda mais admirados por haver uma entrada secreta com mais um papel dourado, muito brilhante.
            - O que será aquilo? - perguntou João.
            - Oh! É mais um daqueles papéis com aquelas letras esquisitas!
            - Nem dá para acreditar! Que aventura emocionante!
            - Podes crer! Nunca vivi uma aventura como esta!
            - Filipa, agora cala-te! Vamos é continuar a desvendar o mistério.
            Os dois irmãos lá foram apressadamente abrir o papel.
            - Despacha-te! - ordenou João – Que diz aí? 
           - A próxima pista está debaixo do colchão da cama da D. Antonieta! - disse ela, com um ar assustado.
            - Ih!... Estamos tramados!...
            Mas a sorte deles foi tanta, que se ouviu um estrondo vindo da cozinha.
            - Que barulheira é esta?! - perguntou a governanta, com voz de poucos amigos.
            Saiu de imediato e foi ver o que se estava a passar.
            João e Filipa foram espiar debaixo do colchão. Havia lá mais uma folha com um código, desta vez, em inglês. Dizia para saltarem pela janela e fecharem os olhos.
       - Estás pronta, Filipa?
       - Claro! 
    Mal saltaram, apareceram dois dragões que os levaram até ao cimo do telhado de um castelo. Aí, estava um enorme cofre. Só que, por azar, estava fechado. Os dois irmãos não desistiram, foram de imediato procurar uma chave e, de repente, surgiu um brilho vindo do nada!
       - O que será aquilo? – perguntou João.
       - Não sei! Mas é lindo e fascinante!
       - Uau! Nunca tinha visto uma chave como esta! - disse João, espantado. 
       - Olha, olha! Junto desta metade de estrela há mais um papel. O que será que nos diz, des-ta vez?
       Filipa leu a mensagem ainda com mais entusiasmo: “Para que possas abrir este cofre, tens que encontrar a outra metade desta estrela e assim se formará a verdadeira magia. O mistério será então desvendado”.
       - Como vamos encontrar a outra metade da estrela?
       - Não sei, mas não saio daqui sem ela – respondeu  Filipa.
    A noite caiu e eles, cansados e com fome, acabaram por adormecer. Sonharam que estavam perdidos no bosque. Viram uma luz intensa junto a uma árvore. Correram em direcção a ela. João pegou-lhe e... os dois acordaram. João tinha na mão metade de uma estrela brilhante. Apressaram-se a juntar as duas metades que se transformaram numa chave. Usaram-na para abrir o cofre. Mas, para surpresa de ambos, estava vazio.
       Desiludidos, regressaram a casa dos avós, transportados novamente pelos dragões. «Afinal esta aventura não nos levou a nada!», pensavam eles para consigo.
       De novo no sofá da sala grande, cansados e desapontados, João nem queria acreditar no que os seus olhos viam.
       - Que porta é aquela? Nunca a tinha visto!
       - Nem eu! Mas quero descobrir o que está por detrás dela – entusiasmou-se Filipa.
      Levantaram-se de imediato. Filipa abriu-a sem medo. Deslumbrados, os gémeos estavam perante prateleiras e prateleiras de livros...
       Esse sim, era o maior tesouro… uma fabulosa biblioteca.


     Obs: Esta história foi lida no âmbito da Semana da Leitura, conforme proposta para o 1º Ciclo de Escolaridade, realizada pelo Departamento de Bibliotecas do nosso Agrupamento.
        Registe-se que a sua leitura, nesta turma, foi um sucesso. Não é hábito lermos histórias de mistérios; mas esta cativou do início ao fim os seus ouvintes. Por vezes, soltavam-se até alguns espantados "Oh!", ou viam-se os olhinhos a brilhar enquanto se aguardava a cena seguinte.
          Não é identificado o autor da história, nem a respectiva editora caso já tenha sido punlicada, pois não foi indicado aquando da distribuição do texto.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Piquenique Piquenicão




A família Roque foi ao piquenique.
O pai levou o saco do pão e o queijo. A mãe levou na caixa requeijão, o queque e a queijada.
A Quinita levou o sumo e o João levou a raqueta.


Haverá algum dos nossos leitores que não goste de um piquenique? 
Uhmmm... Duvido!
Tal como a família Roque, todos nós já fizémos num ou noutro dia um piquenique. Preparar um farnel, levá-lo e depois comê-lo num qualquer local agradável, com sombra mas também sol por perto, e água, seja do rio ou do mar é um prazer e uma memória que a todos nos toca.


Já agora, serão as memórias o que se esquece ou o que se lembra?
Para ajudar a pensar nesse assunto, aqui fica um desenho do piquenique que o Winnie the Pooh fez com os seus amigos. 
Recordam-se do Dia da Amizade? 
Nada como festejá-lo todos os dias. Vamos lá a pintá-lo.




Obs: Trabalho de iniciativa pessoal; pouco editado pelo professor.

Que belo queijo!

- Que belo queijo, Quinita!...
- É de boa qualidade, Quitó.
O queijo é feito do leite da vaquita.
- Quinita, leva o queijo ao piquenique - pediu o Quitó.

Obs: Trabalho de iniciativa individual; pouco editado pelo professor.

Pique Pique


Pique pique
Eu piquei,
Grão de milho
Eu achei,
Fui levá-lo
Ao moinho,
O moinho
Não moeu,
Foram lá os ladrões
Que me levaram os calções.

                         Luísa Ducla Soares


Luísa Ducla Soares é uma senhora com idade para já ser avozinha de muitos de nós.  Mas mantém-se plenamente activa sendo uma das escritoras infanto-juvenis com maior sucesso em Portugal. Na verdade, leva já uma centena de livros publicados, tantos deles bem conhecidos. Até ao momento usamos na nossa sala de aula 2 deles. O Lenga-lengas, donde penso que o André terá retirado este belíssimo e engraçado pequeno texto, e O Rato Marinheiro, por sinal emprestado pelo André e que foi lido quando estudámos a letra r/R.


Obs: Trabalho de iniciativa pessoal; pouco editado pelo professor.

Frases com q/Q

A vaquita é do Quitó.
O quilo é pequenino.
A Quinita queimou-se.
Que belo leque !

Obs: Trabalho de iniciativa pessoal; não editado pelo professor.

Que belo queijo!

-Que belo queijo, Quinita!...
-É de boa qualidade, Quitó.
O queijo é feito do leite da vaquinha.
-Quinita, leva o queijo ao piquenique - pediu o Quitó.

Números de 1 a 9, por extenso



1 - um (one)
  2 - dois (two)
   3 - três (three)
     4 - quatro (four)
   5 - cinco (five)
6 - seis (six)
    7- sete (seven)
  8- oito (eight)
  9- nove (nine)




Vejam aqui, caso queiram ou precisem, os números em inglês.
(See here, in case you want or you need, the numbers in english.)

Obs: Trabalho realizado em contexto de sala de aula; editado pelo professor.

Frases com q/Q (trabalho de grupo)

Quico - O Zé Quico é amigo da Quina e do Hugo.

queijo - O João come todo o queijo que há em casa.

queque - O queque foi feito pela mãe para o pai e para a Joana.

piquenique - Para o piquenique a Joaquina fez: couve, queque, banana,  peras e salada e leite, sumo de limão, coca-cola e água.

quatro - A Helena lê o número 4 (quatro)  no bolo de anos que tem 4 (quatro)  velas.

Este trabalho foi produzido durante uma parte da aula de Língua Portuguesa. Os alunos seleccionaram as palavras a partir das quais pretendiam trabalhar e depoi spropuseram frases para as mesmas. Aqui e além, o professor ajudou a ampliá-las. Cada uma das frases foi também ilustrada no Caderno Diário.

Obs: Trabalho colectivo produzido em contexto de sala de aula. Pouco editado pelo professor.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Palavras com Leitura Dentro (parte 2)

sim
peito
eu
ar
água
hoje
dia
estrela
futebol
Carnaval
Páscoa
família
cão
escola
cidade

Trava-Línguas


Três tigres tristes
para três pratos de trigo.
Três pratos de trigo
para três tristes tigres.

Este trava-línguas surge publicado no nosso manual de Língua Portuguesa. Foi explorado e dito na sala de aula foi previamente treinado em casa (por nem todos os alunos, deve dizer-se). Ainda assim, não foi nada fácil de conseguir dizer. Alguns dos alunos têm a língua ainda muito presa para certas coisas, tais como para estes pr's e tr's, embora, às vezes, sejam faladores até por demais. :-)


Obs: Trabalho produzido em contexto de sala de aula; pouco editado pelo professor.

O Quico e a Quina

O Quico é amigo da Quina.
No sábado o Quiqo foi ao piquenique.
Na saquita ele levou queijo e uma queija muito boa.
Na mata houve uma queimada e a amiga Quina queimou a mão.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ordenar frases - letra q


comeu A queijo. tia o
A tia comeu o queijo.

leva O raqueta . Rui a
O Rui leva a raqueta.

na Helena máquina saca. a leva A
A Helena leva a saca na máquina .

Obs: Trabalho realizado em contexto de sala de aula; pouco editado pelo professor.

terça-feira, 2 de março de 2010

Cálculo

9 - 4 = 5, + 2 = 7, - 3 = 4, + 4 = 8, +1= 9


5 + 4 = 9, - 3 = 6, + 2 = 8, - 4 = 4 , + 5 = 9



Obs: Trabalho realizado em contexto de sala de aula.

O Hugo e a Helena


Hoje o dia ficou húmido.
Há muita água na rua e na vila há jogo.
O Hugo vai ao jogo e leva a Helena.
A Helena ouve o hino.

Obs: Trabalho produzido em contexto de sala de aula; pouco editado pelo professor.

Palavras com Leitura Dentro (parte 1)

amizade
gostar
não
rir
outros
aprender
coração
Jesus
nome
data
barriga
Natal

No âmbito da semana da leitura promovida pela Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, da nossa cidade, com quem a biblioteca do nosso Agrupamento de Escolas Júlio Brandão decidiu colaborar, está a ser promovida uma Semana da Leitura. 
De entre as diversas actividades propostas destaca-se esta - a selecção de palavras com conteúdo significativo para os alunos, e que possuam uma riqueza semântica tal que permitam ou favoreçam a criação de textos no dia de encerramento desta actividade.
Para já, estes alunos escolheram estas 12 e mais algumas irão ainda seleccionar.
Com elas, sobretudo, atendendo ao nível etário, de aprendizagem e de dificuldade de leitura e escrita, iremos produzir algumas frases e trabalhos de expressão plástica, de que hoje apresentamos já alguns exemplos. A enumeração das Palavras com Leitura Dentro foi um exercício colectivo, com os alunos a realizarem o trabalho no seu Caderno Diário, e os desenhos foram obra de carácter individual sendo a escolha, por sugestão da sua colega Maria João Sarmento, dos trabalhos apresentados da autora desta publicação. 

Obs: Imagens dos desenhos realizados a incluir brevemente.

Obs: Trabalho realizado em contexto de sala de aula; pouco editado pelo professor.

Palavras com Leitura Dentro?


Uhmmm!?...
Que é isso?
Quem sabe explicar?
Quem vai tentar responder?

Mas...
Se a leitura está dentro, está dentro de quê?
Das palavras? Do nosso cérebro? De uma caixa?
Das coisas a que as palavras se referem?

Bom! Vamos mas é meter mãos à obra e tratar de arranjar algumas para as colocar numa caixa, como esta aqui acima, cheia de cores, para entretanto pensarmos no que havemos de fazer com elas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Adivinha

O que é que todo o nariz tem na ponta?



Adivinha, adivinha, adivinha! 
A resposta válida é apenas a primeira. 
Quem tentar 2ª vez ou for à procura da resposta perdeu. Não vale batota.




R: A letra z.


Obs: Trabalho de iniciativa individual mas realizado a partir de contexto de sala de aula; pouco editado pelo professor.

A Helena e o Hugo foram ao Zoo


A Helena é amiga do Hugo.
No Sábado, havia muita humidade e a Helena foi ao Zoo.
Lá viu o Hugo.
No Zoo a Helena viu o macaco, o hipopótamo, a foca e a hiena.

Este foi o texto trabalhado hoje. Não tão profundamente quanto desejado, ou previsto, mas outras actividades também se realizaram que tomaram um pouco mais de tempo do que o previsto, caso da leitura e exploração do texto "Valéria e a vida", em torno da poluição dos cursos de água.
Assim, e porque durante a aula houve também 2 novos alunos a publicar neste blogue pela primeiríssima vez - Mauro e Ricardo Marinho -, o que toma uma boa fatia de tempo do professor porquanto grande parte das explicações sobre como funciona o acesso e como se publica têm de ser dadas individualmente, a Maria João foi convidada a realizar em casa uma postagem do trabalho de sala de aula em casa.

Obs: Trabalho de iniciativa individual realizado a partir de contexto de sala de aula; pouco editado pelo professor.

Ordena do > (maior do que) para o < (menor do que):

1) 3 , 5 , 1 , 7 , 6 , 4
    7 , 6 , 5 , 4 , 3 , 1




2) 1 , 9 , 3 , 6 , 5 , 8
    9 , 8 , 6 , 5 , 3 , 1





A seriação de números, isto é, a sua colocação por ordem crescente ou decrescente é importante para que o aluno entenda o valor relativo das quantidades. 
Para sistematizar esta noção podes clicar aqui (sítio vedoque.com, em espanhol muito acessível), imprimir e tentar resolver os exercícios propostos.

Palavras com h

hiena
holofote
hino
hábito
hálito
hematoma

hipopótamo
habita
húmidoho
h0je