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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Magusto na Escola

Pelo S. Martinho assa as castanhas e prova o vinho.

Quem assim fala não é gago; e quem assim falou foi um dos alunos da nossa turma no passado dia 11.
A sua voz resumia, naquele momento, o saber acumulado de muitas e muitas gerações.
Não sei quem soltou esse provérbio para resumir a importância do dia. Tenho, contudo, a certeza, que não é filho de agricultor. As nossas raízes de ligação à terra e às suas actividades encontram-se ainda bem fundas em nós, por muito urbanos e habitantes das cidades que sejamos. Somos, afinal, resultado da fixação do homem à terra após milhares e milhares de anos de nomadismo.

Aqui, a Joana representou a fogueira que fizemos na escola. Não apenas a nossa turma, é claro; toda a escola participou e saltou. Ah, Ah, Ah, Minha Castanhinha é uma adaptação da canção tradicional infantil Machadinha para o dia de Magusto.

Ah! É verdade. As castanhas estavam excelentes. Saborosíssimas! Ainda que na escola não houvesse vinho para acompanhar.

Os cartuchos das castanhas de S. Martinho

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Chegou o Outono

O tempo vai, o tempo vem, o tempo vai e vem.
O tempo passa, o tempo muda. Com ele tudo se transforma.
Em certas alturas o tempo parece até repetir-se.
É assim que ao longo do ano se sucedem as Quatro Estações - Primavera, Verão, Outono, Inverno.
Na entrada para a escola há uma Estação que marca indelevelmente esse momento. É o Outono.
Os dias encurtam, as temperaturas arrefecem, começamos  a guardar as roupas frescas e a vestir outras mais quentes, as aves migratórias, como as andorinhas, partem para outras regiões mais quentes.
É também o tempo das primeiras chuvas e, com elas, das colheitas de muitas das plantas de que nos vamos alimentar durante os meses que se lhe seguem. Esse é o caso das castanhas - tão boas, quentinhas - que apanhamos dos castanheiros envoltas em ouriços que nos picam os dedos descuidados, todos os anos, por esta altura.

Atente-se aqui no detalhe do Ricardo Marinho. Embora tenha dificuldades claras no domínio do lápis repare-se nos cuidados com que ele diferencia os vários espaços da imagem - a árvore apresenta ranhuras bem definidas, os cogumelos não deixam de evidenciar as suas manchas, até o coelhinho tem olhos, orelhas e uma barbela azuis.